Clubes da Série B se manifestam a favor da MP que altera regras dos direitos de transmissão de futebol

Das 20 equipes que disputam a Segunda Divisão, apenas a Ponte Preta ficou fora da manifestação

Clubes da Série B prestaram apoio, nesta sexta-feira, a um manifesto divulgado na última quinta por equipes da Série A, a favor da MP que altera regras dos direitos de transmissão de futebol.

Dos 20 clubes que disputam a Segundona, apenas a Ponte Preta ficou fora do movimento. O manifesto teve o apoio de América-MG, Avaí, Botafogo-SP, Brasil de Pelotas, Chapecoense, Confiança, CRB, Cruzeiro, CSA, Cuiabá, Figueirense, Guarani, Juventude, Náutico, Oeste, Operário, Paraná, Sampaio Corrêa e Vitória.

Na imagem compartilhada por perfis de alguns dos clubes da Série B, há uma mensagem que destaca o “compromisso [das equipes] em negociar coletivamente a comercialização desses direitos”.

Clubes da Série B apoiam manifesto a favor da MP que altera regras dos direitos de transmissão de futebol — Foto: Reprodução

Clubes da Série B apoiam manifesto a favor da MP que altera regras dos direitos de transmissão de futebol — Foto: Reprodução

Por meio de nota, a assessoria da Ponte Preta criticou o fato de as discussões sobre a MP em Brasília não terem incluído os próprios times de futebol e destacou a necessidade de focar no retorno do Paulistão. No estadual, a Macaca é a quarta colocada do Grupo A, com sete pontos, fora da classificação para as quartas de final.

– A diretoria executiva está totalmente focada na conclusão do Campeonato Paulista e, como recebeu o documento do América na noite de ontem, às 21 horas, se reservou ao direito de não assinar por entender que, minimamente, é preciso haver um debate interno na diretoria para que seja analisada a proposta – diz o texto.

O o que diz o manifesto divulgado na quinta

O manifesto traz alguns pontos que explicam o posicionamento. Confira abaixo.

  1. “Porque o torcedor é diretamente beneficiado. A MP acaba com os “apagões”, isto é, os jogos sem nenhuma transmissão, que ocorriam quando um canal tem o direito de um time e outro canal tinha o direito do outro. A situação anterior impedia, por exemplo, que mais da metade dos jogos do Campeonato Brasileiro fossem exibidos na TV fechada. Com mais partidas sendo exibidas, teremos um futebol mais democrático, mais acessível e mais barato.
  2. Porque ela empodera os clubes a negociar seus direitos e incentiva a união entre as equipes. Esse formato prevalece nos principais mercados de futebol do mundo. O Brasil está pronto para esse passo libertador, que certamente será o ponto de partida para outros aprimoramentos. Com a MP, quanto mais os clubes estiverem unidos, mais vão ganhar.
  3. Porque a concorrência vai aumentar. O modelo que vigorava no Brasil gerou concentração do futebol nas mãos de poucos investidores. Consequentemente, não alcançou todo o seu potencial e ainda gerou distorções no seu modelo de distribuição. A MP viabiliza a entrada de novos investidores no mercado, sem afastar os atuais, aumentando a disputa. E isso é bom para os clubes e melhor ainda para o torcedor.
  4. Porque devemos seguir o exemplo de quem fez e deu certo. A legislação anterior tinha mais de 50 anos e não refletia uma forma moderna de negociação dos direitos esportivos. A ampliação de investimentos gera aumento de receitas para os clubes, viabilizando a manutenção dos nossos craques por mais tempo no país, além do investimento em estrelas internacionais.
  5. Em resumo: os torcedores ganham com o fim dos apagões de jogos, com mais craques em campo e com um melhor espetáculo no Brasil. Os clubes ganham com mais liberdade e receitas. E o país ganha com os clubes mais sólidos financeiramente, maior geração de empregos e crescimento de impostos pagos aos governos. Por todas estas razões, APOIAMOS a MP 984/2020 e pedimos a sua CONVERSÃO imediata em Lei!
 

O presidente Jair Bolsonaro assinou no dia 18 de junho a Medida Provisória que altera regras de transmissão de jogos no Brasil. O texto diz que passa a pertencer apenas ao clube mandante o direito de arena e transmissão dos jogos sob seu mando.

Hoje, a lei diz que o direito de arena pertence aos dois clubes envolvidos em cada partida. Na hipótese de eventos sem definição de mando de campo, a MP diz que a transmissão dependerá da anuência dos dois clubes.

Veja a íntegra da nota divulgada pela Ponte Preta

“A Ponte Preta é critica em relação ao fato de as discussões sobre a MP em Brasília não terem incluído os próprios times de futebol. Da mesma maneira, entende que os times devem debater o tema. No momento, a diretoria executiva está totalmente focada na conclusão do Campeonato Paulista e, como recebeu o documento do América na noite de ontem, às 21 horas, se reservou ao direito de não assinar por entender que, minimamente, é preciso haver um debate interno na diretoria para que seja analisada a proposta”.

Fonte:globoesportes.com

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